Com apoio da ContourGlobal, empresa de energia eólica na região, os moradores tem acesso a ações sociais, culturais e ambientais gratuitas nas cidades de São Miguel do Gostoso, João Câmara e Parazinho
A Associação do Meio Ambiente, Cultura e Jusiça Social (AMJUS) celebra seus 10 anos de existência mudando a realidade de moradores do interior do Rio Grande do Norte. Hoje, a Organização Não Governamental (ONG) atua nos municípios potiguares de São Miguel do Gostoso, João Câmara e Parazinho desenvolvendo ações com crianças, adolescentes, jovens e famílias em diversas áreas, estimulando o protagonismo das pessoas e contribuindo com o desenvolvimento local.
Através do projeto Ventos de Asa Branca, da ContourGlobal, empresa de energia eólica na região, realizado com apoio do BNDES, a AMJUS, como executora do projeto, experimentou uma nova forma de atuação e pode expandir suas atividades. “Esse foi um projeto pioneiro: pela primeira vez assumimos uma iniciativa de grande porte e regional. Uma grande oportunidade de crescimento para uma ONG local. Encaramos o desafio. E para atender todas as demandas, precisávamos de outros tipos de serviços, como transporte e alimentação. Foi quando tivemos a ideia de envolver as comunidades locais, pessoas com capacidade de produção mas ainda não estabelecidas no mercado, gerando mais oportunidades”, explicou Heldene Santos, diretor executivo na ONG, lembrando que a organização não governamental, trabalha tendo em vista os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, entre eles, a redução da pobreza e a oferta de educação de qualidade, de modo que o Ventos de Asa Branca alinhado com a política da ContourGlobal impacta positivamente nestes objetivos.

Para fornecer a alimentação das crianças e adolescentes do projeto, a AMJUS buscou famílias das cidades atendidas. Ao identificar as pessoas com potencial de produção, fez todo o trabalho de orientação e acompanhamento no processo de formalização das empresas. “Além de ter a capacidade de produzir os lanches, as famílias precisavam formalizar seus empreendimentos. Orientamos e acompanhamos junto ao Sebrae, Prefeituras, Vigilância Sanitária. Com tudo formalizado, firmamos os contratos e essas pessoas passaram a ter suas empresas e uma fonte de renda”, destacou Heldene. Rayana e Jorge Viana são irmãos, moradores da comunidade de Queimadas, em João Câmara, e sua família foi uma das habilitadas para participar do projeto.
“Sempre tivemos vontade de ter um negócio próprio. Quando começamos, as vendas estavam fracas e precisávamos de ajuda. Foi quando a AMJUS nos encontrou. Nos deu todo apoio e orientou sobre o que deveríamos fazer, pois não sabíamos. Hoje temos nossa empresa graças à oportunidade que a ONG neste projeto nos deu”, afirmou Jorge. “Depois desse apoio, só coisas boas aconteceram. Temos nosso estabelecimento formalizado, começamos a produzir mais lanches e aumentamos a equipe de trabalho. Fomos ajudados e já conseguimos ajudar outras pessoas. Nossa renda melhorou, nem se compara com a de antes. Conseguimos fazer uma pequena reforma e comprar algumas coisas, graças a ajuda da AMJUS”, finalizou Rayana Viana, nova empreendedora.
Além da alimentação, uma iniciativa semelhante já tinha sido realizada pela organização não governamental, mas relacionada ao transporte. Dois carros de moradores da região foram locados, após orientação e formalização. “O que aconteceu com os transportes, agora foi ampliado com a alimentação. A família de Rayana e Jorge é apenas uma das beneficiadas. O exemplo se repete nos demais polos. Com tudo formalizado, esperamos que todos tenham outras oportunidades de fornecer seus produtos e serviços e que seus empreendimentos continuem. Na medida que formos trabalhando com outros projetos, queremos continuar nessa perspectiva de fortalecer as comunidades da região”, concluiu o diretor executivo da AMJUS.
