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Debates e elaboração de propostas marcam a participação social de juventudes no IV Encontro Municipal de Adolescentes (EMA) de São Miguel do Gostoso. O evento, realizado no dia 27 de novembro de 2010 e que contou com a participação de 132 adolescentes, foi promovido pela AMJUS e realizado em parceria com o CDHEC, a ASCDEG e a Prefeitura Municipal de São Miguel do Gostoso.

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O IV Encontro Municipal de Adolescentes é fruto do ProjetoEcoar Atitudes, realizado pela AMJUS durante todo o ano de 2010, com o apoio da CESE e do Inter Redes de Juventudes do  Nordeste, e que envolveu, ao todo, a participação ativa com direito a voz e voto a cerca de 800 adolescentes de todo o município de São Miguel do Gostoso, desde a voz nas pesquisas, passando pelas rodas de diálogo até à voz e voto no IV EMA.

“Os adolescentes discutem com muita vontade. São muitos altsonhos. Nunca vi tantos adolescentes, com tanta energia debatendo juntos, em grupos, sobre a sua realidade!”, diz João Paulo, assistente social, articulador da Rede de Juventudes do Nordeste e ativista do movimento de Igualdade étnico-racial.

O EMA, pela primeira vez, introduz no debate a pauta da saude sexual e reprodutiva para a equidade étnico-racial e de gênero, sendo que, já no primeiro momento aconteceram algumas atividades como alguns “papos-cabeça” sobre essa temática e sobre as políticas de proteção à criança e ao adolescente. Esse primeiro momento teve como objetivo sensibilizar a galera para que pudessem inserir essas temáticas nos seus debates nos grupos de trabalho.

O encontro de adolescentes aconteceu com uma metodologia semelhante ao de uma conferência, onde os adolescentes puderam discutir, elaborar e apresentar propostas construídas a partir de indicadores elaborados através de pesquisa de opinião pública realizada pela AMJUS na prialtmeira fase do projeto.

Foram articulados para o EMA, também, educadores, autoridades, representantes de ONGs e pais. Na realização do encontro, contou-se, inclusive, com a participação de 47 adolescentes artistas locais, sendo atores, dançarinos e músicos, participantes do Grupo de Teatro Nós na Rua (projeto do CHDEC), Grupo de percussão Batuque do Gostoso (Prefeitura do Gostoso), Grupo de dança Elo Contemporâneo (Projovem Adolescente) e outros adolescentes convidados.

Na cobertura, um grualtpo de adolescentes estudantes das escolas públicas de Gostoso, durante o evento, trabalharam um jornalzinho, o Boletim do EMA, que ao final do evento foi impresso para distribuição.

“Gostei muito do evento, principalmente por não ser uma atividade cansativa. Os adolescentes realmente participam”, diz Marcelo, coordenador do Grupo Elo Contemporâneo. Segundo o Pe. Iranildo Augusto, teólogo e psicólogo, o evento foi maravilhoso e deverá acontecer sempre pois não são comuns os momentos onde os jovens realmente participam. Para João Paulo, assistente social, “as propostas dos adolescentes foram muito ricas e precisam ser ouvidas e valorizadas”.alt

Segundo Ildete Mendes, especialista em sexualidade humana, “a participação social dos adolescentes precisa está sempre em pauta, pois que não haverá adultos participativos se não houver jovens participativos e que, inclusive, a questão da saude sexual e reprodutiva precisa ser compreendida e administrada por eles”. Para o Pe. Iranildo Augusto, psicólogo e teólogo, a cidadania se constrói com participação e um momento como esse (o EMA) é realmente de participação de adolescentes. “Nunca vi tantos jovens participando junto”, diz.

A adolescente Monalisa, 16 anos, fala que é o EMA, para ela, representa um momento especial. "A gente se sente sendo levado a sério", diz. "Às pessoas estão sempre resolvendo as coisas pela gente e a gente também tem condições de discutir e dá ideias. Adolescente não vive só de brincadeiras", diz Édson Gomes, 15 anos.alt

A AMJUS, após as três fases do projeto Ecoar, que compreende a pesquisa diagnóstico, as rodas de diálogo e o EMA, elabora um documento que poderá servir de referência, segundo Tiago Luciano, diretor da AMJUS, para todas as organizações que interessarem saber o que os adolescentes se interessam, se preocupam, querem e propõem, para a realização de projetos sociais.

Segundo Tiago, o trabalho da AMJUS, em especial o de contribuir para com a participação social e promoção dos direitos da criança e do adolescente, vem se fortalecendo graças a sua articulação com a comunidade. O trabalho já começa, inclusive, contar com a colaboração de outras pessoas da comunidade. Em 2010 já contou com a colaboração de empresas locais.