O Núcleo de Meio Ambiente da AMJUS retoma neste dia 1º de novembro o monitoramento das praias de São Miguel do Gostoso, área de desova de tartarugas marinhas. Como atividade principal da ONG o trabalho já entra sua 4ª temporada num modelo de iniciativa da própria comunidade pela preservação das espécies em risco de extinção. Um trabalho grande, pois que é a única instituição a atuar efetivamente na orla de São Miguel do Gostoso na proteção às espécies.

Foto: Ícaro Mateus
Todo trabalho de preservação das tartarugas marinhas consiste numa metodologia de pesquisa e educação ambiental, num monitoramento diário, nove meses por ano. Tal monitoramento é feito de forma que os "tartarugueiros" e pesquisadores da AMJUS localizam os ninhos de tartarugas, catalogam, marcam o local e acompanham até seu nascimento e seguirem as tartaruguinhas para o mar.
É chegada a hora das tartarugas subirem as praias para colocarem seus ovos, com nascimento de 55 a 60 dias, conforme dados das últimas temporadas na área, o espetáculo dos nascimentos dos filhotes devem começar a acontecer a partir de janeiro.
As tartarugas marinhas são espécies classificadas como ameaçadas de alto risco de extinção e o trabalho de preservação em São Miguel do Gostoso vem contribuir para a conservação das espécies, sendo a tartaruga de pente a mais ameaçada e a que tem também seu berço nas praias de São Miguel do Gostoso. Na última temporada a AMJUS garantiu a vida preservada e entregue ao mar de 15 mil tartaruguinhas, através do esforço do trabalho voluntário de jovens ativistas e pesquisadores voluntários da AMJUS.
