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Nossos Projetos

Saiba quais projetos desenvolvemos

O trabalho de proteção às tartarugas marinhas foi motivado pela expectativa de contribuir com a redução do perigo de extinção das espécies de tartarugas marinhas. Através de estudo junto à comunidade foi possível perceber que até pouco tempo, era comum no litoral a caça de tartarugas marinhas e seus ovos para alimentação.

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Tartaruga-de-pente (Eretmochelys Imbricata)

Os próprios moradores contam que comiam a carne desses animais indiscriminadamente, também os ovos, e vendiam os cascos para fabricantes de artesanatos e acessórios, ou simplesmente para decoração caseira. Preocupação esta, em especial, por se tratar de espécies classificadas na lista de animais em risco de extinção, e ser São Miguel do Gostoso, área de desova principalmente da tartaruga-de-pente (Eretmochelys Imbricata), espécie de maior risco.

Com este projeto, o Núcleo de Meio Ambiente da AMJUS teve o objetivo de contribuir com essa causa de garantir uma mínima de tartarugas salvas das incidências que mais matam e que até impedem o nascimento dos animais, como o lixo na praia, incidência de luz artificial, trânsito de veículos na praia, desrespeito aos locais de marcação de ninho, além da caça por animais domésticos e a reação do pescador ao ver alguma tartaruga presa às redes de pesca, por meio da pesquisa e da educação.

Metodologia do trabalho

A equipe de voluntários da AMJUS segue a metodologia de manejo das espécies com base em estudos teóricos com alguns aperfeiçoamentos que se apresentam necessários também com o apoio do conhecimento do senso comum adquirido na interação com os pescadores e marisqueiros.

Os técnicos de campo, assim como todos da ONG, são voluntários da comunidade que, após treinamento no manejo das espécies, não inclusos na Autorização do ICMBIO/IBAMA vinculada à AMJUS e passam a colaborar no monitoramento dos 24 quilômetros de praia do município situado na esquina do Brasil.

O monitoramento é diário, com foco no monitoramento reprodutivo e avaliação de impactos, desde do início de novembro até o mês de junho, com os devidos procedimentos:

a) Os ninhos são localizados nas primeiras horas da manhã, na ocasião em que os monitores identificam o ninho, marca sua localização em GPS, registra os dados num caderno de campo, é dado ao ninho uma numeração, e põe uma bandeirola amarela com a inscrição “Atenção! Área de desovas de tartaruga! ”;

b) Os ninhos são monitorados até completar a data do seu nascimento, quando são acompanhados o seu nascimento e entrega dos filhotes ao mar;

c) Com cerca de 6 a 10% dos ninhos, a equipe realiza eventos para sensibilização realizando a soltura de filhotes anunciada para ser vista pela população e visitantes, ocasiões nas quais são colocados cordões de isolamento, são feitas orientações às pessoas que acompanham na medida distância desde o nascimento de forma natural, ou soltura, a sua entrada no mar.

d) Todos os dados são registrados, por meio do SISBIO – Sistema de Autorização e Informações da Biodiversidade, no banco de dados do ICMBIO/IBAMA, de forma que as tartarugas marinhas de São Miguel do Gostoso entram para o censo nacional das áreas protegidas.

Embora não seja atividade foco da AMJUS, e atividade não autorizada para sua realização, é comum o registro de encalhes dos animais, principalmente por emalhamento em apetrechos de pesca ou atropelamento de embarcações. Residências e empreendimentos da orla também, bem como poder público, são orientados a adaptarem sua iluminação de modo a não provocar a desorientação das tartarugas que saem para desovar.

Santuário ecológico

Santuário também está associado a um conceito ecológico, pois determina um lugar protegido, com ajuda dos humanos, para grupos de animais selvagens. Segundo o Dicionário Aurélio, “santuário ecológico é um local em condições favoráveis à preservação das espécies, onde a caça é permanentemente proibida; área caracterizada como berçário de espécies em risco de extinção”.

Na orla de São Miguel do Gostoso, a área se caracteriza nesses termos, pois é um local em condições favoráveis à preservação das espécies, tendo a caça às tartarugas marinhas permanentemente proibida por lei federal e é berçário de espécies em risco de extinção, além de ser local de mais de 18 quilômetros de cordão dunar revestido por restingas nativas, da Ponta do Santo Cristo (limite com o município de Touros) até Praia do Marco (limite com o município de Pedra Grande).

Educação Ambiental

Também é eixo deste projeto a educação e a promoção e o engajamento social de crianças, adolescentes e jovens de São Miguel do Gostoso. Integrado às ações ambientais, a AMJUS ainda realiza oficinas e prepara núcleos infanto-juvenis para as atividades. Em algumas ocasiões das aberturas de ninhos, é mobilizada a comunidade, é realizado momento de conscientização e os núcleos infanto-juvenis, que consta na pequena oscilação de 75 crianças e adolescentes que, além dos membros da AMJUS, participam ativamente da ação de proteção e educação aos populares.

A AMJUS realiza ainda atividades nas escolas em todos os níveis de ensino.

Condições do projeto

O projeto resulta de iniciativa de organização da própria comunidade e é realizado de forma totalmente voluntária. Até as despesas do projeto são custeadas pelos voluntários, como manutenção de veículo, combustível, horas de trabalho, materiais educativos, além de enfrentar em contramão a ausência da fiscalização ou controle do poder público quando a circulação de veículos nas praias.

 

Para contribuir com a manutenção do projeto Gostoso Natureza:

Banco do Brasil – Agência 2731-6 – Conta   17.629-X

Banco Bradesco - Agência 0995-4 - Conta 592530-4

Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

ODS